"7:15 eu acordo e começo" a xingar os vizinhos de hotel.
Não acordamos por vontade própria. Fomos levantados pelos vizinhos paulistas que gritavam saudações e tentavam tirar os carros das minúsculas vagas que O Cruzeiro possuía. Como pagamos 80 reais pelo quarto (mais o baita café da manhã), fomos para a salinha do café. Nos servimos de um pão fatiado duro e mais branco que o normal e derrubamos uma xícara de café pra dentro do buxo. É hotel, vai lá. Não é restaurante. Foda-se.
Deixamos São José na maior energia, não esperando maiores desânimos. O tempo tava uma bosta. O que era interessante era o contraste das paisagens. Um morro, mato, pedra, areia e mar. Uma puta variedade.
| No Paraná essa imagem começa a ficar frequente. Apesar do tempo ruim, dá pra notar que é o que é. |
Passamos por Curitiba e a composição das imagens só melhorava. Árvores - cheias das flores - pareciam engolir a estrada e nós, desconhecidos delas, diminuíamos a velocidade - um sinal de "viemos em paz". Paramos para almoçar no Japonez - um postão-restaurante lotado de chilenos, paranaenses e paulistas. A comida era ruim e por quilo. Gastamos quarenta e poucos. Uma porcaria.
Na saída, como em todos os bons lugares beira-de-estrada, uma cadela. Tava dormindo. Acordei ela.
| Geovane Gonçalves seduzindo uma sobremesa logo depois do almoço no Japonez. |
| Com dor no Ciático, ele resolve fazer alguns exercícios e me passar a direção. |
(Vou acabar logo isso, porque tem gente enchendo o saco pra apagar a luz.)
Resumindo: andamos pela serra paulista (litorânea) e vimos dois acidentes - o que desanimou a gente - além do puta temporal que peguei na direção.
Enfim, agora estamos em São Sebastião - no cortiço da Dona Ivone.
| Geovane esbanja conhecimento tecnológico no cortiço da Dona Ivone. |
| Hurley, o cachorro, manda lembranças à família cachorro. |
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