16.01.2012 - pão duro, japonez e o cortiço da Dona Ivone

23:45, São Sebastião - SP

"7:15 eu acordo e começo" a xingar os vizinhos de hotel.

Não acordamos por vontade própria. Fomos levantados pelos vizinhos paulistas que gritavam saudações e tentavam tirar os carros das minúsculas vagas que O Cruzeiro possuía. Como pagamos 80 reais pelo quarto (mais o baita café da manhã), fomos para a salinha do café. Nos servimos de um pão fatiado duro e mais branco que o normal e derrubamos uma xícara de café pra dentro do buxo. É hotel, vai lá. Não é restaurante. Foda-se.



Deixamos São José na maior energia, não esperando maiores desânimos. O tempo tava uma bosta. O que era interessante era o contraste das paisagens. Um morro, mato, pedra, areia e mar. Uma puta variedade.

No Paraná essa imagem começa a ficar frequente. Apesar do tempo ruim, dá pra notar que é o que é.

Passamos por Curitiba e a composição das imagens só melhorava. Árvores - cheias das flores - pareciam engolir a estrada e nós, desconhecidos delas, diminuíamos a velocidade - um sinal de "viemos em paz". Paramos para almoçar no Japonez - um postão-restaurante lotado de chilenos, paranaenses e paulistas. A comida era ruim e por quilo. Gastamos quarenta e poucos. Uma porcaria.

Na saída, como em todos os bons lugares beira-de-estrada, uma cadela. Tava dormindo. Acordei ela.

Geovane Gonçalves seduzindo uma sobremesa logo depois do almoço no Japonez.
Com dor no Ciático, ele resolve fazer alguns exercícios e me passar a direção.

(Vou acabar logo isso, porque tem gente enchendo o saco pra apagar a luz.)

Resumindo: andamos pela serra paulista (litorânea) e vimos dois acidentes - o que desanimou a gente - além do puta temporal que peguei na direção.

Enfim, agora estamos em São Sebastião - no cortiço da Dona Ivone.

Geovane esbanja conhecimento tecnológico no cortiço da Dona Ivone.


Hurley, o cachorro, manda lembranças à família cachorro.


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